Couch
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
Às vezes existe preocupação sem razão. Você larga o tempo, abre mão e, às vezes, nem ganha em troca o coração. Faz questão de chamar de "meu", imaginar e sonhar. Quando na verdade nem perto a pessoa está. Existe alguém que você quer cuidar, segurar. Mas ao mesmo tempo você quer dá asas, deixar voar. Você segura a mão, fala o que sente. Mas parece mentira! Porque nada muda na sua frente. Então você se entrega porque acredita que as coisas vão mudar. Mas na verdade tudo parece parar. Você dá atenção, explica com paixão. E quando abre os olhos não tem mudança na situação. Na verdade o que você quer é se encontrar, beijar e abraçar. Receber aquela ligação: "Como você está?" E fazer com que tudo mude. Volte a estar.
sábado, 22 de dezembro de 2012
ciclos
“Eu sei. Tá, é aceitável, nasci assim, sou egoísta, tenho esse senso de humor irritante, sem falar nas minhas ironias, gosto de ir embora em silêncio e é isso mesmo, sem explicação, fui. E depois eu volto, isso deve te confundir muito, sou sem graça, irritante, e sabe-se lá o que mais, não tenho muitas certezas na minha vida. Não desiste de mim, gosto do jeito que me faz sentir, como se estar aqui valesse a pena. Além do mais, eu sei lá, nunca tive nada concreto na minha vida, mas, é que, eu gosto de você, gosto muito. Na verdade, eu amo você, e isso é complicado.”
sábado, 8 de dezembro de 2012
Confissão
"Confesso que me dá uma saudade irracional de você. E tenho vontade de voltar atrás, de ligar, de te dizer mil coisas, e cair em suas mãos, sem me importar com nada, simplesmente entregar-te meu coração."
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
temos que aprender
“Não se acostume com o que não o faz feliz. Revolte-se quando julgar necessário. Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas. Se achar que precisa voltar, volte! Se perceber que precisa seguir, siga! Se estiver tudo errado, comece novamente. Se estiver tudo certo, continue. Se sentir saudades, mate-a. Se perder um amor, não se perca. Se o achar, segure-o.”
— Fernando Pessoa.
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
"É fácil amar o outro na mesa de bar, quando o papo é leve, o riso é farto, e o chope é gelado.
É fácil amar o outro nas férias de verão, no churrasco de domingo, nas festas agendadas no calendário do de vez em quando.
Difícil é amar quando o outro desaba. Quando não acredita em mais nada. E entende tudo errado. E paralisa. E se vitimiza. E perde o charme. O prazo. A identidade. A coerência. O rebolado.
Difícil amar quando o outro fica cada vez mais diferente do que habitualmente ele se mostra ou mais parecido com alguém que não aceitamos que ele esteja.
Difícil é permanecer ao seu lado quando parece que todos já foram embora. Quando as cortinas se abrem e ele não vê mais ninguém na plateia. Quando o seu pedido de ajuda, verbalizado ou não, exige que a gente saia do nosso egoísmo, do nosso sossego, da nossa rigidez, do nosso faz-de-conta, para caminhar humanamente ao seu encontro.
Difícil é amar quem não está se amando.
Mas esse talvez seja, sim, o tempo em que o outro mais precisa se sentir amado. Eu não acredito na existência de botões, alavancas, recursos afins, que façam as dores mais abissais desaparecerem, nos tempos mais devastadores, por pura mágica. Mas eu acredito na fé, na vontade essencial de transformação, no gesto aliado à vontade, e, especialmente, no amor que recebemos, nas temporadas difíceis, de quem não desiste da gente."
terça-feira, 16 de outubro de 2012
rompimento.
que dor. que alma quebrada. que coração despedaçado.
talvez eu não devesse estar escrevendo isso aqui, sabendo da possibilidade que se tem dela ler, mas lá no fundo talvez eu queira que ela leia. eu quero que ela sinta minha dor, ouça os gritos de uma alma ferida. ter consciência de que a machuquei com minhas palavras mais uma vez me faz sofrer ainda mais. feri-la não alivia minha dor. o impulso que me toma prova tudo, o porquê ela me largou e procurou outra pessoa mais madura, ou melhor. tenho culpa disso, mas metade da culpa é dela. o pecado é dela e eu não consigo perdoar. queria que ela levasse a parte dela. estou com a alma fragmentada e não sei como reconstruí-la. não sei se um dia a terei inteira de novo. queria te-la, mas existe uma sombra. fecho os olhos e a sombra está dentro de mim. quero arranca-la, mas não consigo. para ela ir embora eu tenho que aceita-la, mas também não consigo. no primeiro momento eu a aceitei, talvez por precisar de carinho. talvez por que tudo o que eu precisava não era fidelidade e sim ter ela comigo. foi só um momento. o lado que ela tanto critica e odeia não consegue aceitar a dor, a magoa e a decepção. orgulho e amor-próprio podem ser confundidos com egoísmo e talvez eles sejam egoístas, mas talvez eles também sejam os caras que falam 'para! para! se ama, porque senão ninguém vai te amar'. admitir que foi humilhado e se sente humilhado não é fácil. sentir o coração pisado e o corpo trocado são dores que cortam sua alma. não há beleza na despedida. não há amor na dor. na verdade tudo isso se transforma em algo que não é amor. e ouvir da pessoa, que você ama, que tudo o que ela fez foi para melhorar as coisas e porque te ama, prova: isso não é amor. não se beija outra pessoa quando você já ama alguém. jogar na cara daquela pessoa que te ama tanto que você encontrou aquilo que você sempre sonhou, o príncipe encantado, o modelo de perfeição é cruel. é a mais pura forma de crueldade e humilhação. não se pode superar um sonho, vivemos no mundo real. e quando você pensa que pode fazer o outro feliz tudo isso vem a tona, a sombra. que dor! e em um momento eu já não falo mais para que ela me ouça, mas sim para que minha consciência tenha ciência do quão irado, magoado e triste estou. nada disso é errado. quem ama se decepciona. eu só queria que quem amasse não se machucasse também. mas como hoje isso não é amor, isso tá machucando e muito. falar que ninguém tem chance de competir comigo não é justo, não é verdade. alguém está fazendo isso e ganhando. me dar uma chance pela metade não é justo. eu me dou por inteiro. me boicoto por inteiro. sinto por inteiro. não posso viver com uma meia chance, sendo julgado e comparado com 'o sonho'. eu vivo tentando acertar, mas erro muitas vezes. você também faz isso. você pede para eu mudar, eu peço para você mudar. são duas pessoas gritando e nenhuma escutando. cabo-de-guerra. não há vencedores. todos perdem. e quando eu penso que sou forte me desfaço em fraqueza. a lei do inverso parece ser a unica coisa certa, mas é a coisa que eu mais odeio. não funciona. insisto nela e sinto que te jogo nos braços do outro. não há reaproximação no afastamento, há apenas afastamento. não reconhecer o outro, tornar-se desimportante para a pessoa que você ama são outras dores que ferem a alma, que partem o coração. tudo fica confuso. misturado. banhados em dor, mágoas e uma dose de amor incurável. dizer que a esperança é a ultima que morre é a mais pura verdade, mas também é a que mais insiste na dor. esvaziar o coração significa abandonar tudo, inclusive esse amor que por tanto tempo me foi tão sagrado. perdoar, superar e seguir em frente como tudo isso é difícil de se fazer, no entanto necessário. o amor é muito puro para se ter manchas. sombras. tem que ser perdoado, superado e seguido em frente para um dia se ter uma chance inteira. querer ter uma chance inteira é o que me move, mas primeiro eu preciso estar inteiro. que medo! o mais profundo medo me assola. como é difícil! queria conseguir fazer como ela: seguir em frente e me encantar por outra pessoa, mas aí está outra coisa que não consigo fazer. queria ser a mudança que ela quer que eu seja, mas eu também não sei se consigo. e enquanto isso a perfeição me assombra, como uma sombra.
quisera deus fosse tão fácil te odiar e te superar como é fácil te amar.
talvez eu não devesse estar escrevendo isso aqui, sabendo da possibilidade que se tem dela ler, mas lá no fundo talvez eu queira que ela leia. eu quero que ela sinta minha dor, ouça os gritos de uma alma ferida. ter consciência de que a machuquei com minhas palavras mais uma vez me faz sofrer ainda mais. feri-la não alivia minha dor. o impulso que me toma prova tudo, o porquê ela me largou e procurou outra pessoa mais madura, ou melhor. tenho culpa disso, mas metade da culpa é dela. o pecado é dela e eu não consigo perdoar. queria que ela levasse a parte dela. estou com a alma fragmentada e não sei como reconstruí-la. não sei se um dia a terei inteira de novo. queria te-la, mas existe uma sombra. fecho os olhos e a sombra está dentro de mim. quero arranca-la, mas não consigo. para ela ir embora eu tenho que aceita-la, mas também não consigo. no primeiro momento eu a aceitei, talvez por precisar de carinho. talvez por que tudo o que eu precisava não era fidelidade e sim ter ela comigo. foi só um momento. o lado que ela tanto critica e odeia não consegue aceitar a dor, a magoa e a decepção. orgulho e amor-próprio podem ser confundidos com egoísmo e talvez eles sejam egoístas, mas talvez eles também sejam os caras que falam 'para! para! se ama, porque senão ninguém vai te amar'. admitir que foi humilhado e se sente humilhado não é fácil. sentir o coração pisado e o corpo trocado são dores que cortam sua alma. não há beleza na despedida. não há amor na dor. na verdade tudo isso se transforma em algo que não é amor. e ouvir da pessoa, que você ama, que tudo o que ela fez foi para melhorar as coisas e porque te ama, prova: isso não é amor. não se beija outra pessoa quando você já ama alguém. jogar na cara daquela pessoa que te ama tanto que você encontrou aquilo que você sempre sonhou, o príncipe encantado, o modelo de perfeição é cruel. é a mais pura forma de crueldade e humilhação. não se pode superar um sonho, vivemos no mundo real. e quando você pensa que pode fazer o outro feliz tudo isso vem a tona, a sombra. que dor! e em um momento eu já não falo mais para que ela me ouça, mas sim para que minha consciência tenha ciência do quão irado, magoado e triste estou. nada disso é errado. quem ama se decepciona. eu só queria que quem amasse não se machucasse também. mas como hoje isso não é amor, isso tá machucando e muito. falar que ninguém tem chance de competir comigo não é justo, não é verdade. alguém está fazendo isso e ganhando. me dar uma chance pela metade não é justo. eu me dou por inteiro. me boicoto por inteiro. sinto por inteiro. não posso viver com uma meia chance, sendo julgado e comparado com 'o sonho'. eu vivo tentando acertar, mas erro muitas vezes. você também faz isso. você pede para eu mudar, eu peço para você mudar. são duas pessoas gritando e nenhuma escutando. cabo-de-guerra. não há vencedores. todos perdem. e quando eu penso que sou forte me desfaço em fraqueza. a lei do inverso parece ser a unica coisa certa, mas é a coisa que eu mais odeio. não funciona. insisto nela e sinto que te jogo nos braços do outro. não há reaproximação no afastamento, há apenas afastamento. não reconhecer o outro, tornar-se desimportante para a pessoa que você ama são outras dores que ferem a alma, que partem o coração. tudo fica confuso. misturado. banhados em dor, mágoas e uma dose de amor incurável. dizer que a esperança é a ultima que morre é a mais pura verdade, mas também é a que mais insiste na dor. esvaziar o coração significa abandonar tudo, inclusive esse amor que por tanto tempo me foi tão sagrado. perdoar, superar e seguir em frente como tudo isso é difícil de se fazer, no entanto necessário. o amor é muito puro para se ter manchas. sombras. tem que ser perdoado, superado e seguido em frente para um dia se ter uma chance inteira. querer ter uma chance inteira é o que me move, mas primeiro eu preciso estar inteiro. que medo! o mais profundo medo me assola. como é difícil! queria conseguir fazer como ela: seguir em frente e me encantar por outra pessoa, mas aí está outra coisa que não consigo fazer. queria ser a mudança que ela quer que eu seja, mas eu também não sei se consigo. e enquanto isso a perfeição me assombra, como uma sombra.
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